Maçã da Beira Alta
HISTÓRIA

A história da Quinta do Paço de Moçâmedes remonta aos tempos de D. Afonso Henriques, que a terá doado a D. Peres (ou Pires), como recompensa pelos serviços prestados na conquista do território aos Mouros. Passaram pela Quinta os Almeidas, como o brasão que se encontra na Quinta parece indicar.

No inicio do século passado foi comprada pela família dos actuais proprietários, que tem renovado constantemente a parte agrícola e recuperou a casa principal, muito danificada, retendo no entanto a traça original.

A Quinta produziu até aos anos 80 vinho de excelente qualidade, tendo atingido a produção de 180 pipas.

Na Quinta sempre se produziu maçã, inicialmente Bravo de Esmolfe, tendo a plantação de pomares sido iniciada na década de 60. No final dos anos 80 optou-se por abandonar a produção de vinha, e a Quinta passou gradualmente a ser explorada com pomares de maçã.

No início da década de 80 optou-se pelo sistema de cultivo sem movimentação do terreno, à época uma "heresia" em Portugal. Actualmente a Quinta produz em regime de Produção Integrada, com a correspondente certificação.

Abandonou-se a técnica de plantação em forma livre, passando a replantar-se os pomares segundo as mais avançadas técnicas de plantação e condução, com cavalos ananicantes em bardos e com alta densidade de macieiras por hectare, seguindo os exemplos da moderna fruticultura em França e na Itália transalpina.

A produção é escoada fundamentalmente para o mercado nacional, para os grandes retalhistas, com exportações desde 2000 para a Europa.


O chafariz encontrava-se completamente soterrado

Capela da Quinta
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